
Os alimentos funcionais ou nutracêuticos são aqueles que colaboram para melhorar o metabolismo e prevenir problemas de saúde. Ou pelo menos deveriam ser assim: os cientistas já reconhecem as propriedades funcionais de muitos desses alimentos, porém os estudos ainda não são conclusivos.
Essas substâncias não são novidade, como às vezes prega a indústria de alimentos. As isoflavonas, por exemplo, compostos que ajudam na redução do colesterol ruim, fazem parte da alimentação humana desde que a soja foi descoberta pelos chineses, há mais de 5 000 anos.
Além da soja citarei outros alimentos presentes no nosso dia a dia alimentar que apresentam propriedades funcionais. Por exemplo: outra substancia estudada no mundo inteiro são os flavonóides, presentes na uva, antioxidantes que inibem a formação dos radicais livres que provocam o envelhecimento das células e por consequência deixam o organismo mais vulnerável as doenças. Nas uvas também encontramos o resveratrol uma substancia que elimina as plaquetas que formam coágulos, e entopem as artérias. Existem estudos que afirmam que o resveratrol pode também auxiliar na cura da Doença de Alzheimer.
As uvas além dos flavonoides e do resveratrol também ajuda a ativar os rins (diurética), atua como um laxante suave melhorando o funcionamento do intestino. A casca da uva aumenta o HDL, bom colesterol. A uva verde tem propriedades antibacterianas e antivirais. Já a uva vermelha possui altos teores de quercitina, um antioxidante.
Todas as propriedades benéficas das uvas podem ser aproveitadas na fruta in natura, no suco de uva integral e também no vinho. Lembrando que a dosagem recomendada de vinho ao dia é uma taça de 100 ml para as mulheres e duas taças para os homens. Por isso prefira o suco que além de manter as propriedades da uva não contém álcool, portanto pode ser consumido por crianças e adultos!!
O Azeite de oliva também é outro alimento com propriedades funcionais. Ele é obtido a partir da prensa das azeitonas. O azeite de primeira qualidade é o azeite extra virgem extraído de frutas bem maduras, obtido na primeira prensagem a frio e, portanto, conservam-se as características sensoriais e os compostos fenólicos que oferecem benefícios nutricionais.
O azeite comum, normalmente encontrado em latas nos supermercados e na maioria dos restaurantes brasileiros, por sua vez, é originado da segunda extração à quente e por isso, apresenta propriedades sensoriais e nutricionais inferiores.
O azeite ganhou um lugar nas pesquisas científicas como alimento funcional por equilibrar os ácidos graxos presentes no óleo, que ajudam na estrutura e funcionamento de todo o corpo.
É considerado o quarto alimento mais importante do mundo atrás somente do trigo, do arroz e do açúcar, e recomendado para todas as idades. Ajuda no crescimento e desenvolvimento físico e mental das crianças. Para adultos o azeite de oliva ajuda a regularizar o trânsito intestinal, beneficia o crescimento e a resistência dos ossos, diminui a acidez gástrica, evitando úlcera digestiva, diminui o risco de infarto, tem propriedades antioxidantes, e é muito importante para a pele por agir como tônico e protetor.
O azeite de oliva deve ser consumido frio (a temperatura ambiente) pois suas propriedades nutricionais são perdidas quando aquecido. Pode ser usado como tempero para saladas, por exemplo.
Embora seja um excelente alimento, deve ser consumido com moderação por aqueles que fazem dieta alimentar para manutenção ou perda de peso, porque ainda é uma gordura, porém, mais saudável por ser de origem vegetal.
E o chá verde é também um alimento funcional? O chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da planta Camellia sinensis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Algumas outras ervas são vendidas a título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é o feito a partir da folha do arbusto Camellia sinensis.
Estudos indicam que o chá verde é rico em substâncias antioxidantes, chamadas polifenóis, que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que degeneram as células, auxiliando, por exemplo, no combate ao câncer, ao envelhecimento e na queima de gordura. O chá verde também é rico em tanino que faz diminuir as taxas do LDL (colesterol ruim) e fortalece as artérias e veias favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias.
Possui bioflavonóides e catequinas: substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores. O chá verde também possui manganês, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2.
O uso de chá verde exige um pouco de cautela, pois assim como o chá mate e o chá preto contém cafeína. A substância, também presente no café, pode aumentar a pressão arterial e causar problemas como taquicardia, dor de cabeça e náuseas, insônia, gastrite e ansiedade.
Como aceleram o metabolismo, esses chás não são indicados a pessoas com problemas cardíacos ou hipertensos. Também devem ser evitados por grávidas e mulheres que estejam amamentando. Indivíduos com deficiência de ferro no organismo também devem evitar essa bebida, pois o chá verde contém o tanino que impede a absorção do ferro.
Fonte: Bruna Mansur Lago – nutricionista do Hospital Pequeno Principe CRN8 – 4104
- Colunista da Revista Interativa e Amil
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